Cárcere privado

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Cárcere privado

Sinopse

"Lacei-a com fita adesiva de empacotamento, até gastar o rolo todo." Já na primeira frase do livro, o rapto e o sequestro se desenham na voz da narradora, que a partir daí desvela – sempre com uma certa dose de humor e ironia, numa prosa envolvente – toda a série de eventos que culminaram nesta situação extrema. O pano de fundo é a cidade de Brasília, com sua rotina peculiar em que o jogo do poder está presente mesmo nas relações mais singelas, entre vizinhos ou colegas de trabalho. Margarida Patriota se vale de uma trama policialesca para construir um romance psicológico que também serve como uma contundente crítica social. E o faz com maestria: Cárcere privado é um livro que se lê de um fôlego só, e prende o leitor até a última página, como nas melhores histórias policiais.

Resenhas

“Livre-se dela.” À primeira vista, foi a sugestão do marido, Jonas, que fez a narradora malvada planejar e, no momento propício, aprisionar a amiga Mara Dália num quarto de seu apartamento, com pés e mãos amarrados, boca lacrada com fita adesiva, sem chance de se libertar. Vingança? Sim, mas não como as diabólicas de Clouzot ou o psicótico de Hitchcock. A trama se constrói habilmente com a ideia da interação de vizinhos, ligados por vazamentos nos apartamentos; com gato que sussurra numa varanda; com gemidos discretos da vítima; com vizinho coreano com a sala cheia de caixas; outro, apaixonado por óperas e antiguidades chamado Vinhadalhos; e, para garantir o suspense, outro ainda, meio espião, funcionário da ABIN, dando frisson à narrativa, pois o crime se dá nas barbas desse especialista em escuta. E mais o porteiro do dia, Marcos, boa praça, amigo de papos desinteressados. Uma história, portanto, entre conversas, gemidos e sussurros. Uma história de vida da narradora-personagem cujo nome só sabemos que começa com M (Êmi, diz ela) com flashback no Rio de Janeiro, onde nasceu, perdeu a família tragicamente e, em Brasília, onde vive com o marido, funcionário do IBGE. 


[...]


Assim, numa linguagem rica, culta, com registros variados, com idas e vindas pela Asa Sul e Asa Norte, entre monumentos de Niemeyer, pelas quadras, comércio local, nas calçadas tortas, ponte do Bragueto, entre mangueiras, ipês, sapucaias, sucupiras e sibipirunas de Brasília, e até do Vale do Amanhecer, onde Êmi viveu uma experiência mística, só faltou a essa ótima história tão brasiliense uma canção do Renato Russo como música de fundo…


Trecho de resenha de Vera Lúcia Oliveira

Informação Adicional

Número de páginas 180
Ano 2019
Formato 15,5x23 cm
Edição 1ª edição
Número da revista
ISBN 978-85-421-0782-1