Amor é tudo que nós dissemos que não era

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Amor é tudo que nós dissemos que não era

Sinopse

Amor é tudo que nós dissemos que não era reúne uma seleção de poemas de 15 livros do romancista, poeta e ícone da cultura norte-americana Charles Bukowski. Organizada e traduzida pelo escritor Fernando Koproski, a antologia apresenta o melhor da poesia confessional, intensa e direta do velho safado que mistura amor, sexo e álcool em textos líricos e corrosivos que irão deleitar sua legião de fãs.

Resenhas


Tradutor curitibano lança livro de poemas de Charles Bukowski




17/10/2012 | 12:07 | YURI AL'HANATI


GAZETA DO POVO - LIVROS




Para o curitibano Fernando Koproski, a tradução dos poemas do escritor americano Charles Bukowski veio de uma conjunção de momentos divididos entre trabalho e prazer: “Eu tranquei o curso de Letras na UFPR para estudar em Londres, onde conheci a poesia do autor. Comecei a traduzir seus poemas na mesma época em que estava terminando o curso”, conta. Depois de ter selecionado os poemas de Essa Loucura Roubada Que Não Desejo A Ninguém A Não ser a Mim Mesmo Amém, publicado em 2005 e que chega agora à segunda edição, Koproski dá continuidade ao trabalho de trazer para o português mais uma antologia poética do autor, desta vez com Amor é Tudo Que Nós Dissemos Que Não Era, assim como o primeiro volume, publicado pela editora 7 Letras. O livro será lançado nesta quinta (18 de outubro), às 19h30, nas Livrarias Curitiba do Shopping Estação.




Ambos os títulos são frases de versos de Bukowski, escolhidas especialmente para a seleção feita pelo tradutor. Admirador da prosa do “velho Buk”, como é chamado carinhosamente pelos fãs, Koproski disse que há uma força poética nas estrofes do autor que servem bem ao propósito dramático de sua escrita impactante. “Como ele escreveu uma vez, a poesia é a maneira mais curta, mais bonita e mais explosiva de se dizer algo. E como ele tinha um gosto particular com frases de impacto, essa intensidade e essa concisão gritam nas páginas”, explica.




Autor de mais de dezenas de livros nos mais variados gêneros, o lado poeta de Charles Bukowski, entretanto, ainda é pouco conhecido aqui no Brasil — mesmo que tenha escrito mais de 15 antologias, apenas um par delas havia sido traduzida até então. O segundo volume da coleção organizada por Koproski, uma edição bilíngue com texto de apresentação na orelha assinada pelo jornalista e escritor Xico Sá — um dos maiores fãs do autor americano —, é parte de um projeto que ganha força, segundo o tradutor, devido à comunicabilidade do texto. “Os fãs de Bukowski, ou pessoas que não se interessam necessariamente por poesia, podem apreciar seus poemas por sua abrangência. Não é preciso estar versado em poesia para compreendê-los, e como trata de temas cotidianos, acaba falando mais às pessoas”, explica.



Coletânea bilíngue prova que o velho Buk era afiado também na poesia


ROLLING STONE


por Maurício Duarte


14 de Fevereiro de 2013


 Charles Bukowski é um daqueles autores cujo mito pessoal caminha lado a lado com a obra e que já alcançou o status de valor inquestionável. Muito mais conhecido no Brasil por sua prosa, ele também se dedicou à poesia, em quantidade e qualidade. Autor prolífico, escreveu mais de 30 livros de poemas. A coletânea bilíngue organizada e traduzida por Fernando Koproski realizou a proeza de pinçar neste inesgotável mar de versos uma parte bastante substancial de sua obra, dividida por temas. Para Bukowski, tudo pode se tornar poesia: desde olhar a bunda de uma garota na escada rolante até o próprio ofício de escrever. A explosiva verve da prosa, que catapultou o velho Buk ao estrelato mundial, está presente em sua poesia. Os poemas são bastante narrativos no sentido de contarem histórias mais do que de usarem o recurso imagético tão comum aos poetas. Seus poemas têm personagens e enredos. É justamente dessa originalidade que surge o encanto. Afinal, quem mais além desse velho louco podia falar coisas escatológicas de forma tão bela?

Informação Adicional

Número de páginas 269
Ano 2012
Formato Não
Edição Não
Número da revista Não
ISBN 978-85-7577-957-6